Crônica dos gêmeos no útero

Postado por em julho 12, 2013 em Outros, Posts | Nenhum comentário

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Dois gêmeos conversando no útero:

“- Você acredita em vida após o parto?
– Claro! Há de haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
– Bobagem, não há vida após o nascimento. Afinal como seria essa vida?
– Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a nossa boca.
– Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Além disso, andar não faz sentido pois o cordão umbilical é muito curto.
– Sinto que há algo mais. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
– Mas ninguém nunca voltou de lá. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
– Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe, e ela cuidará de nós.
– Mamãe? Você acredita em mamãe? Se ela existe, onde ela está?
– Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela não existiríamos.
– Eu não acredito! Nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que ela não existe.
– Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, posso ouví-la cantando, ou sentí-la afagando nosso mundo. Eu penso que após o parto, a vida real nos espera; e, no momento, estamos nos preparando para ela.”
(Autor Desconhecido.)

Esta crônica faz uma reflexão divertida ao ilustrar dois irmãos conversando no útero. Me faz pensar como nossos pequenos se sentem nos meses (e anos) que sucedem o parto.
Quando nascemos, temos um grande desafio pela frente: aprender a administrar nossos corpos (respiração, sucção, coordenação, etc) e nossa psique, inclusive compreender nossos sentimentos (medo, inseguraça, susto, alívio, conforto etc).

Tantos estímulos novos causam medos e inseguranças para o bebê, apesar deles nem saberem dar nome para isso. Em contrapartida, precisamos proporcionar um ambiente seguro e acolhedor para eles, através de muito amor, carinho e Shantala!

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